Amor incodicional

 





Algum tempo depois de ter Deus dado a Salomão sabedoria, e sabedoria tal que nem um outro antes dele teria, duas mulheres vieram ao rei para que ele julgasse a sua causa. Uma das mulheres tomando a palavra começou a expor sua situação relatando ter dado a luz um filho três dias antes de sua companheira de trabalho e, que durante a noite a sua colega aparentemente se descuidou e deitou sobre o seu filho causando assim a morte do mesmo; vendo o que havia feito esperou a colega dormir e trocou, colocando o seu filho morto ao lado de sua companheira e, o bebê vivo nos seus braços.

Mas todos nós sabemos que as mães conhecem como ninguém os seus filhos, e reparando pela manhã, a jovem percebeu o que havia acontecido e que a sua colega estaria tentando engana-la. Durante a fala da mulher que o filho estava vivo a outra permaneceu em silêncio; aparentemente essa seria a atitude correta, segundo a bíblia, para alguém que estava sendo acusada de algo que não cometeu, permanecer em silêncio perante os homens e só falar com Deus. Mas nós sabemos que nesse caso o silêncio era resultado de muita culpa, assim como nessa história uma mãe acabou causando a morte do seu filho, no mundo espiritual acontece da mesma forma; existem mulheres que geraram seus filhos(projetos, sonhos) através de muita oração, sem apoio humano e que exatamente por não receberem o incentivo de algum parente ou amigo abortaram seus filhos, e aquelas que conseguiram dar a luz acabaram sufocando e matando-os durante os primeiros dias de vida. E existem aquelas que insatisfeitas com o resultado(morte) dos seus sonhos, colocam-o ao lado de outra mulher e tentam roubar seus filhos vivos pra si.

É nessa hora que as mulheres que, não só geraram mas deram a luz seus filhos e estão gastando tempo alimentando e cuidando deles, embora isso lhe custe horas de sono, se levantam para clamar a Deus por justiça, pra orar e jejuar para quê seus sonhos(filhos espirituais) não sejam roubados por pessoas inconsequentes, sem constância na fé; pois corre o risco delas se descuidarem e, sufocando, matem seus filhos também. Enquanto as duas exclamavam diante do rei serem a mãe do menino vivo, o rei teve uma brilhante e divina  ideia: partir o menino ao meio, assim as duas ficariam com uma parte da criança.

Assim como quando uma mãe física coloca um filho no mundo ela não admite perdê-lo para ninguém e, sempre vai providenciar uma salvação; embora ela fique um período sem aproveitar da companhia desse filho a mãe espiritual aceitaria abrir mão temporariamente da presença do seu filho, só para não vê-lo morrer. O amor dela lhe levaria a ver esse filho sendo alimentado, vestido e educado por outra mãe mas nunca morto. Essa era a solução que o rei encontrou para resolver a situação, e resolveu e isso foi manifesto através da atitude da mãe verdadeira.

Que essa seja sempre a nossa atitude diante das tentativas de satanás de matar nossos filhos: a oração, o jejum a obediência, o zelo e cuidado por esse filho, a busca por justiça divina e a disposição em querer manter a vida desse filho, independente se sermos nós a cuidar dele ou não e, do tempo que talvez tenhamos que ficar distantes, acompanhando mesmo que de longe o seu desenvolvimento.

1 Reis 3.16-28


Évila Rabelo Oficial

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